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terça-feira, 26 de maio de 2009

lusca-fusca
fusca-lusca
[e vice-versa]
está off, está out
tá no front
como sempre
sempre foi.

mais um pacto
noturno
notívago
demoníaco:
saiam todos,
abram espaço,
alas portas buracos poros janelas
por elas
cinzeiros, borboletas
não mais voam não mais entram
explodem
se esvaem, escorregam
se jogam.
saiam.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

respiração

te vejo
no espelho
dos meus olhos
lacrimosos
[manhosos?]
da manhã de quarta-feira

cinza? prateada?
minha cabeça
que só roda
a tua volta
teu entorno
[te sufoco?]

se te toco
me convenço
quando aqui
no meu espelho
vejo verde
[lacrimoso]

que é cinza
meu desejo
sinto o gosto
em minha língua
[desespero]
se te vejo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

cinza.
[teus olhos
não verdes: cinza]
me olharam
não sei
não viste, eu vi.
[tua boca
dormente: cinza]
meus pés
[cinza]
tocam-te.
[tua pele
na minha: cinza]
minha boca
teus beijos
[o mar,
a lua,
o sal: cinza]
teu preto
[a brasa
a fumaça em caracóis]
meu branco: cinza.
[tuas cicatrizes
meu quadril
teu retrato
no mural:
inundam meu vazio]
verde-cinza.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

eu sou...


Fiz o teste indicado pela cintilante, olha só o que deu:

Que livro é você?

"O vampiro de Curitiba", de Dalton Trevisan

Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite “cultura de massa”. Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra.
Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.

Link do teste: AQUI.