quinta-feira, 5 de novembro de 2015

retorno

Serei eu?
eu que vos falo
eu que intento
saber
quem quero ser...

Uma parte
tremeluzente vive,
diáfana
tristonha:
sereia transeunte
na terra,
disfarçada de bailarina.

Todo o resto
fica
dilacera
esquece os fumos
as famas
os desejosos dias perdidos
do não sei quando,
sem-nem-porquês!

Sinto que o mundo
- que muitos julgam esquadros cheios de repetições
equívocos, calúnias, fundo-sem-fundo, tragédia
maldição, tristeza, rompante, tédio.... -
Sinto o mundo oceano! O mundo mistério-mar
O mundo a se navegar.
O mundo onde se mergulha, não onde se cai.
O mundo-ternura. O mundo-mãe.

Serei eu?
Será a vida
a urgir-me,
a sereia
querendo-me
habitar?

Oceano
é ser livre...
deixar-se ir aonde
a natureza
mandar, sem medo
não nadar
fundir-se
a mãe-mar.

2 pitacos:

Edna Hornes disse...

Ah... Escrevi tantas coisas... E apaguei tudo.

A verdade é que estou emocionada de ver teu blog voltando, tu escrevendo de novo, o tempo dos nossos blogs reaparecendo!

Não vejo isso como começar de novo, mas continuar de novo. Já somos tanto!

Carolina Duarte disse...

Querida!!!!
Temos que escrever! Temos! Precisamos! Vou postar agora outro poema... Beijo